[CONTÉM SPOILERS] Review – Orange is the New Black – 3ª temporada

Esse era um post que eu estava com vontade de fazer há um tempão – mais precisamente, desde que eu acabei a temporada, oito dias depois do seu lançamento oficial. Mas, como eu sei que muita gente se incomoda com spoilers, decidi esperar um pouco (embora eu não entenda COMO alguém que acompanha a série pode ainda não ter assistido a temporada, já que Orange é tão viciante quanto uma novela mexicana). Hoje, finalmente, essa espera acabou (e, caso você não tenha lido ali em cima, ESTE POST CONTÉM MUITOS SPOILERS)!

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Eu já falei sobre OITNB no meu post sobre séries, mas aqui vai uma pequena introdução: é uma série criada pela genial Jenji Kohan, também responsável por Weeds (uma das minhas preferidas, vale frisar), que se passa na penitenciária federal feminina de Litchfield e conta a história de suas detentas. Sim, de suas detentas, porque, felizmente, com o desenvolvimento das temporadas, o foco saiu de Piper Chapman, a pobre menina rica, e seus dilemas de patricinha que a tornaram insuportável; o maior deles, se ela devia escolher seu noivo que a aguardava fora da prisão, o Jim de American Pie, sem graça Larry Bloom, ou sua ex-namorada traficante e a razão por ela estar ali, Alex Vause.

Infelizmente, ainda temos que acompanhar as chatices de Piper, mas balanceadas com personagens mais interessantes. O primeiro episódio conta com uma festa na prisão, para comemorar o dia das mães. A maternidade é o grande tema da terceira temporada; tanto o efeito que as mães tiveram na vida das detentas, quanto o que a experiência de ser mãe mudou seu presente e futuro. O destaque, claro, está em Dayanara Diaz, que, junto com o guarda Bennett, forma o casal mais meloso, água com açúcar e sem graça da série (já que Larry Bloom finalmente se arranjou com Polly, a melhor amiga de Piper, e desapareceu para sempre #oremos) e está quase dando à luz ao filho deles, que quase todos acreditam ser fruto de um estupro cometido por George Mendez, também conhecido como Pornstache, também conhecido como Bigode, pelo qual inclusive foi preso. Daya e sua mãe, Aleida (que merecia dividir com outra personagem de Jenji, Nancy Botwin, o prêmio de Pior Mãe da TV), discutem sobre a maternidade. Aleida deixa bem claro que não gosta de crianças, que seus filhos deformaram seu corpo, estragaram sua vida e o único motivo pelo qual os teve foi porque “gostava do olhar de adoração que recebia quando eles eram pequenos”.

E é nesse episódio que temos a cena mais impactante da temporada: Pennsatucky constrói uma espécie de memorial para todos os fetos que ela abortou e chora, triste e arrependida. Big Boo (quem diria?) aparece para consolá-la, fazendo o melhor discurso a respeito de aborto que eu já ouvi na vida:

– Está parecendo um pequeno cemitério.
– Sim, são meus filhos abortados.
– Já leu o livro Freakonomics?
– Não. É sobre mulheres barbadas e anões?
– Quase. É sobre teoria econômica, causa e efeito.
– Parece chato.
– Na verdade, é uma boa leitura. Tem um capítulo chamado “Aonde foram parar os criminosos?”
– Ali naquele campo.
– Na década de 90, o crime caiu espetacularmente, e o livro atribuiu isso à aprovação do aborto.
– A escuridão de 1973.
– É bem ao contrário, na verdade. Os abortos ocorridos após a legalização eram de crianças indesejadas. Crianças que, se suas mães fossem forçadas a ter, terminariam crescendo pobres, negligenciadas e maltratadas, os três ingredientes mais importantes ao se produzir um criminoso. Só que elas não nasceram, assim 20 anos depois, quando estariam no auge do crime, elas não existiam. E a taxa de crime caiu drasticamente.
– O que você quer dizer?
– Quero dizer que você era uma bostinha entupida de metanfetamina e seus filhos, se tivessem nascido, também seriam bostinhas entupidas de metanfetamina. Ao abreviar essas gravidezes, você poupou a sociedade do flagelo da sua prole. Se pensar melhor, verá que é uma benção.
– Nunca havia pensado dessa forma.
– Por que não pensa? Por que não para de se punir e age como uma boa mãe? Uma boa mãe faz o melhor para os filhos. E talvez o melhor para seus filhos fosse liquidá-los antes que tivessem vidas do caralho.

YES, BIG BOO! Por esse tipo de visão, que nos ajuda a enfrentar melhor os tabus da sociedade e nos pegar refletindo, “não é que isso faz mesmo sentido?”, que eu amo Orange is the New Black. Só a existência dessa cena já valeu por toda a série.

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Enfim, a amizade de Big Boo e Pennsatucky cresce. Alex Vause está de volta a Litchfield sem saber direito por que (mas nós sabemos. Foi porque Piper ligou para sua oficial de condicional e disse que ela tinha uma arma), e Piper se delicia com o fato de que pode ter sua namorada de volta, porque estava se sentindo tãão solitária. Red descobre que sua delicatessen em Nova York fechou, e que Piper e sua família vem mentindo para ela há um tempão, o que causa uma crise em sua vida, sobretudo com o marido. Bennett pede Daya em casamento (secretamente), mas a rica mãe de Pornstache vai até a prisão e se oferece para adotar o bebê, deixando Daya e Aleida em crise, pelo dinheiro e pela vida que a sra. Mendez poderá dar para a criança e elas não. Big Boo e Nicky Nichols tem planos de vender um carregamento de heroína na prisão, mas Nicky não confia em si mesma perto de uma grande quantidade de drogas e não tem certeza se realmente quer fazer isso.

Para melhorar, a prisão passa por uma infestação de percevejos e todos os colchões são queimados. Joe Caputo, o novo diretor, descobre que Litchfield será fechada, e tenta buscar uma alternativa para isso – como, por exemplo conseguir que o presídio seja privatizado, o que realmente acontece, mas com um enorme corte de custos, que vai desde a comida servida no refeitório até a falta de preocupação com a reposição dos livros da biblioteca que foram destruídos por causa dos percevejos.

Num típico momento Chapman, Piper revela para Alex que foi ela quem ligou para seu oficial de condicional, e é por isso que ela está ali. Isso rende muita raiva por parte de Alex, é claro, e elas resolvem seus problemas com muito sexo violento na biblioteca, com Piper fazendo aquela caretinha manipuladora irritante e me forçando a pensar “por que ela não foi solta ainda para a gente parar de ter que olhar pra ela?”. A srta. Empreendedora da Prisão também tem uma maravilhosa ideia de se aproveitar da nova oficina de costura, o emprego mais concorrido, que exigia um teste (e na verdade escolheu as detentas que iriam participar de forma aleatória) e, junto com seu irmão Carl, o Picareta, começar a vender calcinhas usadas para tarados. Nojento. Na oficina, ela conhece Stella, uma cover do Justin Bieber misteriosa detenta que não se sabe porque jamais tinha aparecido, só que ela não usa um uniforme laranja, o que significa que está presa há algum tempo. É claro que ela se esquece de todo o mal que causou a Alex e de que, AH SIM, ELAS ESTÃO NAMORANDO, e engata um caso com a Bieber australiana (que agora é o novo sonho de consumo lésbico de todo mundo, menos meu, que não vi a menor graça nela).

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Depois de visitar a família de Daya e Aleida, Bennett se assusta com a violência que Cesar, marido de Aleida, usa para criar as crianças e some. Por mim ele poderia continuar sumido e nunca mais aparecer, mas acho que infelizmente ele vai voltar. Falando em sumiços, a heroína de Nicky some e é encontrada pelas caipiras viciadas em meta. O guarda Luschek, que iria vender a droga, a encontra, mas coloca a culpa em cima de Nicky quando um papelote é encontrado em suas coisas. É aí que acontece o erro mais fatal dessa temporada: a Nicky, que começava a ter um desenvolvimento muito bacana, com suas histórias do passado de pobre menina rica negligenciada pela mãe que acaba se envolvendo com drogas, simplesmente é mandada para a segurança máxima e desaparece. Poxa, Natasha! O que você fez para os roteiristas te odiarem tanto? Muita injustiça com a minha atriz favorita! Sua falta também é sentida pelas detentas.

Cheguemos aos dois núcleos mais interessantes da prisão: as latinas e as negras. As latinas ainda estão no comando da cozinha, sob a tutela de Gloria, que não consegue se concentrar direito por seu filho Benny estar se tornando um garoto problema e querer seguir os mesmos passos da mãe – ou seja, ir para a cadeia. Para poder vê-lo com mais frequência, ela pede ajuda de Sophia, a famosa transexual, que mora próxima a ele: ela pede que Benny venha junto com sua esposa e seu filho Michael às visitas semanais. Michael é um garoto rebelde, que não se conforma muito bem com a identidade de gênero do pai e do fato de que agora tem duas mães.

Daya não sabe o que fazer com seu bebê: agora que foi abandonada por Bennett, ela decide dá-lo para a mãe de Mendez, mas não sabe se é a decisão correta a se tomar, e Aleida se prova uma mãe inútil em qualquer situação. Ficamos sabendo mais sobre a vida pregressa de Flaca, e descobrimos que ela é uma garota frágil, insegura e com muita necessidade de atenção; e foi presa por um motivo estúpido com consequências terríveis. Gloria perde o controle da cozinha para Red, mas o novo plano de refeições da prisão não é o que elas pensavam.

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E é aí que a atuação do núcleo das negras, sempre divertidíssimo, nos faz dar risadas. Black Cindy (outra personagem que eu detesto, mas devo admitir que ela é muito engraçada), Taystee e Watson descobrem que as refeições kosher são mais gostosas do que a nova gororoba oferecida pelos donos da prisão, e fingem que são judias. Já Poussey está carente, com necessidade de amar e sente falta da mãe; decide enterrar seus problemas no álcool e na busca de uma nova fé, que encontra na nova ‘religião’ que se organiza em volta de Norma, a muda, que durante anos seguiu e foi casada com um guru hippie, até o jogar do alto de um penhasco depois de se cansar de anos presa em uma relação abusiva. Essa religião une brancas (inclusive a insuportável Leanne, cuja vida pregressa misturava fé ortodoxa com vício e tráfico de drogas, e quer a todo custo ser a líder do culto, embora lhe faltem qualidades positivas como bondade de aceitação), negras e até mesmo a novata Brooke Soso, que irritou todo mundo na segunda temporada e pouco a pouco vai aprendendo o que é estar presa, mas não tem amigas. Crazy Eyes começa a escrever um romance pornográfico bizarro e espacial que se torna o 50 Tons de Cinza de Litchfield, esperado e comentado com muita ansiedade pelas detentas. Taystee descobre que é a “mãe” do grupo das negras.

Morello começa a investir em namoros por correspondência para aliviar sua necessidade de ser amada, e, depois de muitos encontros desastrosos tentando agradar quem é que fosse, se casa com Vince Muccio na prisão, depois de mandar ele dar uma surra em seu ex-noivo Christopher. Morello sofre muito com a falta de Nicky e eu espero que seja um indício de que elas podem voltar a ser um casal um dia, porque eu as acho muito bonitinhas juntas ❤

Descobrimos que a mãe de Big Boo jamais aceitou sua sexualidade e isso a impacta para vida inteira. Já a mãe de Pennsatucky a ensinou que, sempre que um garoto quer fazer sexo com você, você deve aceitar, e ela passou a adolescência se prostituindo em troca de álcool, até arranjar um namorado incrível. Porém, quando ele foi embora, ela foi violentamente estuprada por um “ex-cliente”. Essa cena medonha de estupro se repete com o guarda Coates, de quem ela acaba se aproximando e dá algumas escapulidas da prisão para comer bolinhos e atirar pedras em um lago, como crianças. Big Boo decide ajudar sua nova amiga a se vingar, drogando o guarda e pretendendo estuprá-lo, mas elas não conseguem – revelando uma bondade que até mesmo eu achei meio absurda, porque quero ver esse cara horrível pagando pelo que fez.

Gloria e Sophia brigam no banheiro por causa de seus filhos, o que causa violência física por parte de outras detentas em Sophia, numa atitude transfóbica (já que a única pessoa que tinha um problema com Sophia ali foi Gloria). Flaca sugere que Piper comece a pagar as garotas que fazem parte do seu negócio nojento de calcinhas com dinheiro ao invés de pacotinhos de tempero de miojo. Piper concorda, demitindo Flaca de uma maneira cruel, fazendo com que Alex saia do negócio e também termine o namoro de vez. É claro que ela corre para o apoio de Stella, que está sendo libertada em alguns dias e rouba todo o dinheiro das calcinhas, fazendo Piper de trouxa. Porém, a nova badass de Litchfield não deixa barato e planta diversos itens nos pertences de Stella para impedi-la de ser solta. Trust no bitch.

Soso tenta o suicídio com remédios e é salva por Poussey, Taystee e Crazy Eyes, sendo aceita no grupo das negras. Crazy Eyes e Maureen, uma jovem detenta fã das histórias dela, decidem dar uma chance para o amor. O bebê de Daya nasce, mas tudo o que ela havia planejado para ele é destruído por sua mãe, que conta mentiras à sra. Mendez para que sua filha fique com a menina. Alex está entre a vida e a morte, já que um dos novos seguranças está afiliado a Kubra, o dono do cartel para que ela trabalhava. As detentas experimentam um momento de liberdade no lago da prisão, enquanto dois ônibus carregados de novas presas chegam e nos deixam, por mais um ano, num limbo de espera por novos episódios.

Muitos disseram que essa foi a pior temporada de Orange. Discordo totalmente. Menos Chapman na tela já é motivo para eu querer abrir uma garrafa de champanhe ao concluir a temporada. Flashbacks de Alex SEM CHAPMAN? Melhor ainda. Conhecer melhor as personagens Flaca, Pennsatucky, Norma e Big Boo também foi ótimo. Não gostei tanto da presença da Daya porque eu não gosto do Bennett e é impossível falar sobre um sem citar o outro, e na próxima temporada gostaria de ver mais sobre a vida da Maritza, e do possível romance entre Poussey e Soso. O problema dos storylines de Orange é que, às vezes, acabam ficando perdidos, como a tal galinha, que fez mais uma aparição sem sentido nesta temporada (para mostrar que um dia precisaremos dela, talvez?), ou Watson, a corredora, que nunca mais teve tanto destaque. A possibilidade de tratar de qualquer assunto é muito grande, e acho que os roteiristas deveriam se ater a alguns temas de cada vez e conclui-los satisfatoriamente, em vez de ficar simplesmente jogando qualquer tema no ar e tentar criar ganchos futuros. Isso dá margem para expandir a série, mas How I Met Your Mother é o exemplo perfeito de como uma série estendida demais pode acabar sendo desastrosa. Não deixem isso acontecer com OITNB, poxa. A Red encerrou um episódio com uma música do Bikini Kill. Não destruam meu coraçãozinho. E que venha a quarta temporada!

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Tutorial de maquiagem: heroin chic

Você sabe se maquiar? Não se preocupe, eu também não! Meu desafio em aprender como fazer looks bonitos começou antes da minha formatura – eu queria estar maravilhosa, óbvio, e decidi que iria aprender sozinha. Comecei procurando alguns vídeos da Camila Coelho, mas achei que os looks dela eram um pouco pesados e elaborados demais para mim. Fuçando pelo YouTube, encontrei o canal da Roxy, uma britânica muito linda que é ótima com maquiagem e faz tutoriais extremamente simples. Esse tutorial que eu fiz aqui foi inspirado nesse vídeo. Ela é bem mais talentosa do que eu, de modo que o resultado final fica diferente, mas eu curti o que eu fiz, achei simples e que podia ser útil para outras pessoas que não confiam muito em seus talentos com a maquiagem.

Mas por que heroin chic? Esse é o nome que foi dado ao look de modelos como Kate Moss, nos anos 1990, que exibiam uma aparência ‘derrubada’. É uma releitura do grunge, só que sem o preto (eu ando evitando a maquiagem preta ultimamente, porque borra muito fácil), portanto, mais discreta. Eu adotei o look para o meu dia-a-dia (uso esse mesmo tutorial para ir trabalhar, todo santo dia, variando só na cor do batom), e ando usando uma versão dele, bem mais elaborada, para sair.

Sombras usadas nesse tutorial:

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Séries que eu vejo – “Adultas”

Coloquei “adultas” no título do post porque essas não são séries voltadas para o público teen. Eu não vejo nenhuma das séries que chamo de “santíssima trindade”, que são as séries que praticamente todo mundo que eu conheço assiste: Breaking Bad, The Walking Dead e Game of Thrones. Não vejo The Walking Dead e Game of Thrones porque não gosto de assistir séries que ainda estão em exibição, e não tive tempo de me viciar em Breaking Bad, mas aqui vão outras séries que considero interessantes.

HOW I MET YOUR MOTHER (2005-2014)

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Durante um bom tempo, foi minha série do coração. HIMYM mostra Ted Mosby contando a seus filhos, no ano de 2030, como conheceu a mãe deles, mas a história não começa como você esperava – ele narra todas as aventuras ao lado de seus melhores amigos, Lily Aldrin e Marshall Eriksen, o casal perfeito, Robin Scherbatsky, o objeto de sua afeição, e Barney Stinson, um mulherengo que faz coisas incríveis em suas conquistas. É bastante comparada a Friends, por terem temáticas parecidas – um grupo de amigos se tornando adultos em Nova York. A série teve temporadas excelentes e muito engraçadas, mas as duas últimas me fizeram praticamente odiá-la, principalmente a nona. Se quiser boas risadas, assista, mas cuidado para não se apaixonar – o final de HIMYM foi um dos mais polêmicos da história da televisão mundial!

Por que assistir: Barney Stinson e todas as suas maluquices em nome da conquista romântica são hilárias. Ainda acho que deviam fazer uma série só dele. A maioria das piadas e bordões mais populares de HIMYM são atribuídos a Barney.

I DREAM OF JEANNIE (1965-1970)

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Essa é do tempo dos meus pais, mas é simplesmente uma das séries mais fofas que já existiu. O capitão Anthony Nelson, um atrapalhado astronauta americano, sofre um acidente e acaba caindo em uma ilha, aonde encontra uma garrafa lindamente decorada e a esfrega. De dentro dela sai Jeannie, uma gênia, que se apaixona instantaneamente por Tony, que será seu novo amo. Tony não pode se livrar de Jeannie, e tenta mantê-la escondida em casa, com medo que seus companheiros da NASA achem que ele é louco, mas coisas inexplicáveis acabam acontecendo com ele, seu melhor amigo Roger Healey e Jeannie, que atraem a atenção do psiquiatra da agência espacial, Dr. Alfred Bellows, que geralmente acaba entrando em apuros quando tenta pegar Tony em uma situação esquisita.

Por que assistir: Jeannie é um Gênio é um clássico! O romance entre Jeannie e Tony é aquele típico amor dos anos 1960, cheio de cavalheirismos e gentilezas; a gênia é adorável, e as confusões em que eles se metem são inacreditáveis. Você nem sente as temporadas passando. Além disso, os figurinos são uma gracinha, ainda mais quando Jeannie tenta entrar na moda!

ORANGE IS THE NEW BLACK (2013-presente)

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O maior sucesso do Netflix, Orange is the New Black é inspirada no livro de Piper Kerman sobre o ano que passou em uma prisão feminina. Piper Chapman, uma moça aparentemente normal que está prestes a se casar com Larry, é presa por um crime que cometeu há 10 anos atrás – no caso, traficar drogas para sua ex-namorada Alex Vause (Laura Prepon, a Donna de That 70’s Show), uma espécie de sonho de consumo lésbico. A vida de Piper é toda colocada em standby para que ela cumpra sua pena, mas ela não contava com o fato de que ficará presa junto com Vause. A série mostra o cotidiano de uma prisão feminina, com todos os sonhos e esperanças das garotas, a história por trás dos crimes que cometeram e a barreira criada entre elas e a família que ficou do lado de fora.

Por que assistir: é uma série impactante, mas o texto de Jenji Kohan tem subtons engraçados. A série provocou debates sobre sexualidade, já que Laverne Cox, que interpreta a transexual Sophia, ganhou muito destaque na mídia por esse papel. Ah, esteja avisada: a série tem muitas cenas explícitas de sexo, tanto hétero quanto lésbico.

SONS OF ANARCHY (2008-2014)

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Essa é a série que estou assistindo atualmente. Os Sons of Anarchy são um motoclube baseado na pequena cidade de Charming, na Califórnia, e além de mecânicos apaixonados por Harleys, são traficantes de armas e garantem a segurança da cidade. O fundador dos Sons foi o falecido John Teller, sucedido na presidência por Clay Morrow, seu melhor amigo. O personagem principal é o vice-presidente do clube, Jax Teller, filho de John e Gemma Teller, que atualmente está casada com Clay. Jax se torna pai no primeiro episódio da série, e percebe que deve fazer escolhas a respeito de seu estilo de vida para que seu filho possa viver de forma saudável. Seu amor do passado, a médica Tara Knowles, também volta à sua vida, mas tem dúvidas sobre como é possível constituir família em um ambiente tão hostil. É uma série violenta, sangrenta e brutal – e exatamente por isso é maravilhosa.

Por que assistir: Se deixarmos de lado todo o sangue e violência, SOA é uma série sobre lealdade, amizade, amor e escolhas, e isso já é um ótimo motivo para se assistir. E, moças, Charlie Hunnam, o ator que interpreta Jax, É INCRIVELMENTE GATO, caso você não tenha percebido pelo gif acima. É uma ótima série de macho – além de Jax, seu melhor amigo, Opie Winston, também merece palmas da ala feminina que assiste a série.

THE TUDORS (2007-2010)

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The Tudors é uma obra fictícia baseada na história real reinado de Henrique VIII, monarca inglês que ficou conhecido por romper os laços da Inglaterra com a igreja católica e instaurar sua própria religião, a igreja anglicana (lembre-se das aulas de história do ensino médio). Outro motivo pelo qual Henrique ficou muito conhecido foi por ter se casado seis vezes, com os intervalos entre os casamentos diminuindo de forma considerável, e esse é basicamente o enredo da série. Ele era um monarca vaidoso e cheio de vontades, que não necessariamente eram compatíveis com a realidade em que vivia. A série começa com a crise de seu casamento de quase vinte anos com Catarina de Aragão, que jamais conseguiu lhe dar um herdeiro homem que sobrevivesse mais do que alguns dias, e o início de seu relacionamento com Ana Bolena. A vida na corte, batalhas sangrentas e, é claro, muito sexo, são mostrados nesse drama.

Por que assistir: além de elenco, fotografia, cenografia e figurino extremamente bem escolhidos (tem cada vestido e homem lindo!), a história é muito interessante – vale reforçar de que os fatos descritos na série não são 100% verdadeiros. A série acompanha toda a vida adulta do rei Henrique (incluindo o nascimento de sua filha, a famosa rainha Elizabeth I) e sua ocupada carreira marital, e com certeza vai te incentivar a procurar os fatos reais da época Tudor.

WEEDS (2005-2012)

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Nancy Botwin é uma dona de casa desesperada – a morte repentina de seu marido Judah abalou sua família, e ela não tem a menor ideia de como vai manter seus dois filhos, Silas e Shane. A alternativa que ela encontra para fazer dinheiro é bastante inusitada: ela começa a vender maconha para seus vizinhos, no pequeno subúrbio de Agrestic, aonde ela vive, na Califórnia. O que parece ser apenas uma medida emergencial acaba afetando profundamente a vida de Nancy, que toma uma série de decisões questionáveis junto com seu cunhado Andy, o cliente e contador Doug e a invejosa e amargurada vizinha Celia.

Por que assistir: Weeds, ao contrário de Breaking Bad (a comparação é inevitável, já que as séries tratam do mesmo tema), tem um forte tom de comédia em seu texto. A criadora da série, Jenji Kohan, é a mesma de Orange is the New Black, então seu estilo é bem característico. Embora Nancy tome muitas decisões que me fizeram ter raiva dela durante a série, ela é uma personagem cativante, assim como Doug, Dean Hodes, seu advogado, e Celia, a melhor personagem da série.

Séries que eu vejo – Teen

Eu sou uma seriadora de carteirinha. Minha paixão pelas séries começou em 2010, e só se multiplicou, se transformando em trabalho de conclusão de curso em 2012. Decidi fazer um post com todas as séries que eu vejo ou já vi, mas são tantas que achei melhor dividir – o post de hoje será só com séries voltadas ao público teen, enquanto o de semana que vem contará com as séries de temática mais adulta. Espero que gostem e que possamos trocar descobertas!

2 BROKE GIRLS (2011-presente)

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2 Broke Girls é uma série de comédia que atualmente exibe sua quarta temporada. Conta a história de Max Black, uma garçonete durona que nunca teve uma vida fácil e se divide entre dois empregos para poder pagar as contas, e Caroline Channing, uma socialite que perdeu todo o seu dinheiro com a prisão do pai, acusado de crimes de corrupção. Sem casa, Caroline acaba indo pedir um emprego na lanchonete aonde Max trabalha, e esta decide lhe oferecer abrigo quando descobre que a garota anda dormindo no metrô do Brooklyn. Quando elas se tornam colegas de quarto, Caroline decide transformar o passatempo de Max, de vender cupcakes, em um negócio próprio para tirá-las do vermelho.

Por que assistir: Kat Dennings (Max) é muito mais do que um enorme par de peitos – ela é MUITO engraçada. Suas tiradas matam qualquer um de dar risada, e me identifico com seu humor seco e suas referências de cultura pop. Ela é gente como a gente, trabalhadora, não perde a piada e, por trás de todo o seu sarcasmo, acaba se afeiçoando a Caroline com o tempo.

AWKWARD (2011-presente)

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Jenna Hamilton é a típica garota invisível da escola. Num belo dia, após perder a virgindade com Matty McKibben (o garoto mais popular), recebe uma carta anônima com conselhos maldosos para se destacar e sofre um acidente bizarro, que é interpretado por todos como uma tentativa de suicídio. Agora, todos a conhecem como “a garota que tentou se matar”, e, para melhorar sua situação, Matty não quer assumir seu relacionamento com ela. Ao longo das temporadas, vemos Jenna se desenvolvendo e se tornando mais sociável, mas sua rixa com Sadie Saxton (a típica patricinha maldosa, mas o que a difere das típicas queen bees é que Sadie é uma líder de torcida gorda) nunca acaba. Novos relacionamentos mudam a dinâmica da turma, e eles cometem muitos erros antes de amadurecerem.

Por que assistir: Sadie Saxton é uma das minhas vilãs preferidas, simplesmente por ela não esconder as coisas ruins que faz. Ela e sua melhor amiga, Lissa, uma loirinha de bom coração, porém muito influenciável, formam uma dupla hilária. Das séries veiculadas pela MTV atualmente, Awkward é uma das melhores.

FAKING IT (2014-presente)

 

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Outra série da MTV, Faking It conta a história de uma escola de ensino médio no Texas aonde ser diferente é ser popular. Karma é louca para alcançar a popularidade junto com sua melhor amiga Amy, mas jamais consegue, até o dia em que elas são convidadas para uma festa por Shane Harvey, um garoto gay, que acha que as duas são um casal e espalha o boato pela escola, achando que fazendo com que elas se assumam, combaterão o preconceito. Amy tenta desmentir a história, mas Karma vê uma chance de finalmente se tornar conhecida, já que as duas são eleitas Rainhas da Formatura e quer fingir que elas são um casal. A história cola, mas Karma se apaixona por Liam Booker, o melhor amigo hétero de Shane, e Amy descobre que seus sentimentos por Karma não são tão falsos assim.

Por que assistir: porque a série é uma gracinha. É uma série sobre descobertas, aceitação e rejeição (e os figurinos são maravilhosos!).

FREAKS AND GEEKS (1999)

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Ok, podemos falar por um só segundo como Freaks and Geeks é a melhor série adolescente de todos os tempos, que injustamente só teve 18 episódios? Se passa em 1980, na McKinley High School, quando a adolescente Lindsay Weir passa por um período difícil sobre a morte da avó e começa a questionar todos os valores que aprendeu desde criança. Ela sempre foi uma garota certinha, e do nada começa a andar com os chamados freaks – os roqueiros da escola que fumam, bebem, usam drogas, fazem sexo e tiram notas baixas; mas será que está tomando a decisão certa? Seu irmãozinho Sam, um geek assumido, e seus amigos, acham que Lindsay está desperdiçando sua vida, mas também passam por sua própria crise de descoberta, vivendo as dores do primeiro amor e problemas familiares. Ah sim: foi escrita por Judd Apatow, produtor de Superbad e O Virgem de 40 Anos.

Por que assistir: a trilha sonora é maravilhosa: só rock clássico. Eu nunca vi uma série falar tão diretamente com o público adolescente, por tratar de temas típicos com uma franqueza que chega a ser cruel. Por retratar uma personagem tão indecisa como Lindsay, que mergulha na marginalidade dos freaks, mas conserva sua amiga certinha para quando fica com medo das atitudes dos novos amigos. E por mostrar atores consagrados como James Franco (A Entrevista), Seth Rogen (Superbad), Linda Cardellini (Scooby-Doo) e Jason Segel (How I Met Your Mother) em início de carreira. O único defeito dessa série é ter sido cancelada.

PRETTY LITTLE LIARS (2010-presente)

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Alison, Aria, Emily, Hanna e Spencer são o quinteto mais invejado da pequena cidade de Rosewood, compartilhando segredos até o dia em que Alison misteriosamente desaparece. Elas se distanciam e começam a receber mensagens ameaçadoras de alguém que assina simplesmente como “-A”, contando coisas que apenas Alison sabia. O problema é que a garota é encontrada morta, e as mensagens continuam chegando – e cada vez mais terríveis, pois -A parece saber de todos os segredos delas (alguns deles podem inclusive acabar levando as meninas para a cadeia) e monitorar cada passo delas. Em quem elas poderão confiar?

Por que assistir: além de ter um elenco cheio de gente bonita e bem vestida, PLL começou sendo comparada a Gossip Girl, mas foi ficando cada vez mais sinistra – alguns episódios são realmente assustadores. E, afinal, QUEM É A? Essa é a pergunta que todos querem respondida.

SKINS UK (2007-2013)

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Skins marcou a adolescência de uma geração – é difícil encontrar quem não associe o termo a festas regadas a sexo e drogas. A série durou 7 temporadas, e a cada dois anos mudava seu elenco principal – as chamadas “gerações”. Com uma boa dose de drama e poucos momentos felizes, Skins conta a história de uma turma de adolescentes de Bristol, na Inglaterra, e suas relações entre si, com seus pais, amigos, companheiros, muito sexo e muitas drogas, e [ALERTA DE SPOILER] um personagem morre em cada geração. A última temporada da série trouxe de volta os três personagens mais queridos pelo público para contar o que aconteceu com eles alguns anos depois, e o final é de tirar o fôlego.

Por que assistir: as duas primeiras gerações são sensacionais – a última, na minha opinião, é um pouco desconexa. Skins mudou o jeito de se fazer televisão para adolescentes e provocou muitos debates sobre seu conteúdo – será que a juventude de hoje em dia é tão perdida quanto a retratada na série?

THAT 70’S SHOW (1998-2006)

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No final dos anos 70, seis adolescentes da pequena cidade de Point Place, Wisconsin, no meio do nada, tentam passar o tempo e decidir o que fazer com suas vidas. A série é centrada no filhinho da mamãe Eric Forman, sua namorada, a inteligente e feminista Donna e seus amigos de infância Kelso, o típico bonitão sem cérebro, e Hyde, o roqueiro rebelde, que acaba se tornando seu irmão adotivo. Para completar a turma, estão Jackie, a namorada patricinha e irritante de Kelso, e Fez, um estudante estrangeiro viciado em doces cujo maior sonho é arrumar uma namorada. Eles se reúnem principalmente no porão da casa de Eric, para fumar maconha, ouvir música e passar o tempo, e acabam se tornando parte da família Forman. Apesar de ser uma série de comédia, apresenta com impressionante realismo como era a vida naquela época, inclusive os costumes sociopolíticos e as mudanças tecnológicas.

Por que assistir: é uma chance interessante de acompanhar o início de carreira de atores famosos, como Ashton Kutcher (Kelso), Mila Kunis (Jackie), Topher Grace (Eric) e Laura Prepon (Donna); além de ser uma série muito cativante e engraçada, cheia de piadas memoráveis.

E vocês, quais são suas séries teen preferidas? Aguardem que semana que vem tem mais!

Queria dedicar esse post à minha amiga Bea, minha companheira de séries de longa data ♥

FAQ – Cabelo Colorido

Muita gente me pergunta sobre cabelos tingidos com cores fantasias, e decidi responder essas perguntas aqui!

1. Precisa descolorir?

A menos que você tenha ganhado na loteria da genética e nascido com um cabelo loiro bem clarinho, precisa sim. Quanto mais clara e fria a cor que você escolher, mais claro deve estar o tom de base do cabelo. O que é tom de base? É a cor ‘pura’ em que o cabelo está, sem nenhum reflexo. Por exemplo, um cabelo preto azulado tem o tom de base preto (que nas numerações de tintas corresponde ao número 1) com reflexos azulados (geralmente também indicados pelo número 1). A tinta preta azulada geralmente tem a numeração 1.1 na caixinha. Quanto mais claro o tom de base, maior o número.

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Por mais que alguns digam que existe, não existe coloração fantasia permanente sem descoloração. A única técnica que não exige que o cabelo seja descolorido é o hair chalk, que consiste em pintar os cabelos com giz pastel, mas deixa os fios extremamente ressecados e sai com uma lavagem. Se o seu objetivo é um resultado permanente, vai precisar de uma descoloração.

2. Estraga o cabelo?

Eu não vou mentir, descolorir estraga sim. Mas a descoloração não é o bicho de sete cabeças que aparenta ser – se você investir em produtos de qualidade e em tratamentos adequados após a descoloração, seu cabelo voltará a ser tão bem cuidado quanto era antes do processo. Também é necessário que o cabelo esteja saudável antes, caso contrário, os danos causados poderão ser irreparáveis, como corte químico (o cabelo fica tão fraco que se parte e cai).

Jamais tente economizar no descolorante e água oxigenada – eu mesma já fiz isso e cheguei bem perto de ter um corte químico na nuca. Isso só se resolveu cortando. Marcas conceituadas no mercado são Supermeches, da Alfaparf, e Blond Me, da Schwarzkopf – porém, são de uso profissionais e um pouco caros. Caso você tenha dúvidas, consulte um profissional. Eu uso o Lightner de pó azul e ele não danifica muito o meu cabelo, mas já ouvi muita gente falando mal dele. Vai de pessoa para pessoa. Use sempre a água oxigenada da mesma marca do descolorante e preste atenção às proporções em que o pó e a ox devem ser misturados.

A tintura colorida em si não estraga o cabelo por não conter amônia, apenas pigmentos, ou seja, ela não abre as cutículas do cabelo. Ela pode até mesmo hidratar os fios, dependendo da marca.

3. Qual é a melhor cor para se começar?

As cores quentes (como rosa, vermelho e laranja) são as melhores, porque não exigem que o cabelo esteja tão claro para pegarem. Dependendo da intensidade do tom, o verde e o roxo também são bons para as iniciantes, se forem mais escuros, pelo mesmo motivo. O azul, os tons pastéis e o platinado são os mais difíceis, porque exigem maior número de descolorações e cuidados para que o cabelo atinja a nuance desejada (por exemplo, se a sua base estiver num tom 8 – vide tabela acima – e você passar uma tinta azul, pode acontecer de ficar verde, porque amarelo + azul = verde!)

4. Quais são as melhores marcas?

Eu já postei aqui sobre a Directions, a Exotic Colors e a anilina; e a única dessas que eu recomendo é a Directions. Marcas que eu nunca testei, mas que dizem ser muito boas, são a Manic Panic, Special Effects, Punky Colour (gringas), Candy Color e Crazy Colors (nacionais). A Crazy Colors pode ser encontrada em muitas perfumarias, custa baratinho e dizem que dura bastante! O blog da MariMoon tem bastante informação sobre isso, porque como ela tem cabelo colorido há um tempão, sabe muito sobre o assunto.

5. Quanto tempo dura?

Isso é relativo, depende da qualidade da tinta, do estado do seu cabelo (cabelos porosos não seguram tinta), da frequência em que você lava o cabelo, da temperatura da água, da cor… Geralmente os tons quentes, como rosas e vermelhos, duram mais. No meu caso, o verde da Exotic não durava nem duas semanas, enquanto o azul da Directions dura mais de um mês – eu poderia ficar sem retocar por um mês e meio, mas começo a achar a cor clarinha demais e retoco junto com o cabelo vermelho. A duração aproximada das tintas fantasias é de um mês.

6. Quanto custa a tinta?

Depende da marca e da técnica que você vai usar. A anilina e a violeta genciana, métodos alternativos, custam entre R$ 3 e R$ 5, mas eu não os recomendo porque nunca consegui resultados satisfatórios com eles. A Exotic e a Candy Color geralmente custam entre R$ 20 e 30, a Crazy Colors da AltaModa, R$ 15, e as importadas, como a Punky Colour, Manic Panic e Special Effects, saem entre R$ 50 e R$ 70. Eu paguei R$ 35 na minha Directions e achei um preço justo.

7. Onde comprar as tintas?

Aqui em São Paulo, em muitas lojas da Galeria do Rock, é possível achar a Exotic e a Candy Color; e a Crazy Colors está disponível em diversas perfumarias. Na internet, a IdealShop vende Candy Colors e Exotic Colors, e a Nanashop vende Candy, Directions, Punky Colour e Special Effects. A loja do blog ChibiRoom também vende Directions, e tanto o blog quanto o grupo no Facebook são uma mina de ouro para informações sobre cabelos coloridos.

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Espero ter tirado as dúvidas de vocês. Caso tenha ficado alguma, não hesitem em me perguntar!

John Hughes e os clássicos para adolescentes dos anos 1980

O post de hoje não é sobre feminices, mas sobre cinema. Mais precisamente, sobre John Hughes, meu diretor preferido (por razões puramente sentimentais) e os cinco clássicos para adolescentes que tiveram seu envolvimento entre 1984 e 1986. Talvez você não saiba quem é John Hughes, mas com certeza já viu pelo menos um de seus filmes: foi ele quem escreveu, produziu e dirigiu Ferris Bueller’s Day Off, mais conhecido no Brasil como Curtindo a Vida Adoidado.

Se você já assistiu Easy A (conhecido no Brasil como A Mentira, estrelado por Emma Stone), sabe bem do que eu estou falando. Naquela parte em que ela fala sobre cavalheirismo, sobre como queria passear com Patrick Dempsey no cortador de grama, que John Cusack colocasse o rádio embaixo da janela dela ou que Judd Nelson levantasse o braço porque sabe que a conquistou? Ela termina essa frase reclamando que John Hughes não dirigiu sua vida. E quem pode culpá-la? Na verdade, o filme inteiro é cheio de referências a estes filmes maravilhosos que vou citar abaixo.

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Os filmes para adolescentes dos anos 1980 são um gênero a parte. Mesmo hoje em dia, 30 anos depois de seus lançamentos, continuam sendo influentes para gerações de adolescentes, que tem que lidar com sentimentos de angústia e incertezas nessa parte da vida. O humor (muitas vezes irônicos) e a sinceridade com que esses temas são tratados podem ser a receita para o sucesso destes clássicos. Que tal conhecer um pouco mais sobre eles?

SIXTEEN CANDLES (GATINHAS E GATÕES) – 1984

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O primeiro dos clássicos de John Hughes é uma comédia, estrelando Molly Ringwald, a queridinha dos anos 80, como Samantha Baker, uma garota cuja família esquece completamente de seu aniversário de 16 anos por conta do casamento de sua irmã mais velha, Ginny, que será no dia seguinte. Na escola, as coisas ficam piores: ela recebe um caderninho de perguntas no qual escreve com quem gostaria de perder sua virgindade – Jake Ryan, o garoto mais popular da escola, por quem ela é apaixonada; e o caderno some enquanto deveria ir parar nas mãos de sua melhor amiga. Ao chegar em casa, Sam vê que seus quatro avós estão hospedados em sua casa, e um deles trouxe um estudante de intercâmbio chinês, Long Duk Dong – que ela é obrigada a levar para o baile da escola.

No baile, um nerd (representado por Anthony Michael Hall, cujo nome nos créditos aparece simplesmente como “The Geek”, mas no filme se apresenta como Ted) tenta conquistar Sam, apesar dela recusar todas as suas investidas. Seus amigos o desafiam a ficar com ela, e ele diz que será fácil, e eles exigem a calcinha dela como prova. Sam e Ted começam a conversar no baile, e ela confessa seu amor por Jake. Ele diz que tentará ajudá-la, e pede sua calcinha em troca. Após ter convencido seus amigos de que realmente ficou com a garota, Ted e seus outros amigos nerds (um deles interpretado por John Cusack) invadem a festa de Jake, cheia de garotos populares. Eles se metem em confusão ao destruírem a pirâmide de latinhas de cerveja deles, o que acaba com Ted preso dentro de uma mesa de vidro.

Quando Jake salva Ted, ele propõe uma troca: Ted lhe dá a calcinha de Sam (Jake está visivelmente interessado nela), e Jake lhe empresta o carro de seu pai para levar sua namorada bêbada, Caroline, em casa. Muitos acontecimentos fazem parte da noite, e a história acaba tendo um final feliz, após cenas muito engraçadas no Rolls-Royce do pai de Jake.

THE BREAKFAST CLUB (CLUBE DOS CINCO) – 1985

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Eu considero esse um dos melhores filmes já feitos. Também estrelado por Molly Ringwald e Anthony Michael Hall, The Breakfast Club tem uma carga mais dramática e trata um pouco de amadurecimento. Conta a história de cinco adolescentes muito diferentes: a princesa, Claire Standish (Molly Ringwald); o atleta, Andrew Clark (Emilio Estevez); a esquisitona, Allison Reynolds (Ally Sheedy); o nerd, Brian Johnson (Anthony Michael Hall) e, claro, o marginal John Bender (Judd Nelson). Aparentemente, a única coisa comum entre eles é que devem passar o sábado na escola por estarem de detenção. O diretor assistente da escola, Richard Vernon, dá instruções bem claras: eles devem escrever uma redação de mil palavras sobre quem são, e não devem conversar, ou ter nenhum tipo de contato entre eles; mas é claro que o rebelde Bender (que garante as melhores frases do filme) não vai deixar que isso aconteça – ele começa a tumultuar a sala e faz com que todos se conheçam melhor, percebendo que os cinco membros de panelinhas tão diferentes tem muito mais em comum do que pensavam.

Como todo bom filme dos anos 1980, The Breakfast Club tem uma ótima trilha sonora e uma sequência de dança sem nenhuma razão aparente. Com certeza você já ouviu “Don’t You Forget About Me” com a sua mãe na Alpha FM, e os passos de dança do grupo marcaram época. O look de Bender, um pré-grunge, apesar de simples, faz sucesso em qualquer festa à fantasia.

O filme St. Elmo’s Fire (O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas), de Joel Schumacher, do mesmo ano, é considerado pelos fãs uma continuação de The Breakfast Club, por ter uma história semelhante e um elenco composto por Ally Sheedy, Emilio Estevez e Judd Nelson.

WEIRD SCIENCE (MULHER NOTA 1000) – 1985

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Acho incrível como se achava que a tecnologia tornaria absolutamente tudo possível nos anos 1980 (vide a trilogia De Volta para o Futuro). Mais uma vez estrelado por Anthony Michael Hall, Weird Science conta a história de dois garotos nerds, Gary e Wyatt, que foram humilhados por populares por darem em cima das namoradas deles e decidem construir uma mulher virtual fantástica para ficar com eles, usando o computador de Wyatt. Ela se chama Lisa, conjura Cadillacs do nada para levá-los a bares e tem poder de convencer os seguranças de que eles são maiores de idade. Eles voltam para casa bêbados e são subornados pelo irmão mais velho de Wyatt para que ele não conte nada aos pais, que estão viajando. Lisa concorda em se manter escondida dele, mas acredita que os garotos precisam de uma forcinha em sua autoestima.

Lisa organiza uma festa no maior estilo Projeto X na casa de Wyatt, que obviamente sai de controle. Uma gangue de motoqueiros mutantes (sim, você leu certo) aparece e rapta as garotas por quem eles são apaixonados, Deb e Hilly, enquanto os garotos decidem que irão salvá-las. A coragem dos garotos (e uma forcinha de Lisa) faz com que elas se apaixonem por seus salvadores. É claro que muitos eventos inusitados acontecem durante a noite.

Esse filme tem participação de Robert Downey Jr., do alto de seus 20 aninhos de idade e quase irreconhecível, como o vilão Ian. A trilha sonora marcante da vez fica com “Weird Science”, do Oingo Boingo, cheia de sintetizadores ao maior estilo new wave.

FERRIS BUELLER’S DAY OFF (CURTINDO A VIDA ADOIDADO) – 1986

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O maior clássico da Sessão da Tarde, logo depois de A Lagoa Azul. Esse é o único filme da lista que não tem nenhum membro do Brat Pack (grupo de atores composto por Anthony Michael Hall, Molly Ringwald, Emilio Estevez, entre outros) em seu elenco principal.

Ferris Bueller é um garoto bagunceiro, porém de bom coração, que acha que é necessário curtir a vida de vez em quando, e por isso convence seu melhor amigo, o paranóico e certinho Cameron a faltar na escola junto com ele. Eles armam um plano mirabolante para tirar Sloane, a namorada de Ferris, da aula, inventam que o garoto está sofrendo de uma grave doença, roubam a Ferrari de estimação do pai de Cameron e vivem um dia de diversão intensa pelas ruas de Chicago. Mas é claro que pode-se contar com a invejosa irmã de Ferris, Jeannie (Jennifer Grey, de Dirty Dancing) e o diretor da escola, Edward Rooney, para tentar acabar com a farra dos garotos – eles querem pegá-los mentindo a qualquer custo.

A performance de Ferris, cantando “Twist and Shout” dos Beatles no meio de um carnaval de rua, é maravilhosa, mas na minha opinião, a curtíssima participação de Charlie Sheen como um punk na delegacia é o melhor do filme. Quem nunca quis passar um dia curtindo a vida com seus melhores amigos?

PRETTY IN PINK (A GAROTA DE ROSA SHOCKING) – 1986

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Esse não foi dirigido por John Hughes, mas foi escrito e produzido por ele, e é o filme mais “menininha” da lista. Estrelando Molly Ringwald como Andie Walsh, uma garota pobre com um senso muito peculiar que é apaixonada por Blane McDonough (Andrew McCarthy), um dos mauricinhos da escola. Suas panelinhas os impedem de ficar juntos, principalmente o melhor amigo de Andie, Duck (Jon Cryer, o Alan de Two and a Half Men), e Steff (James Spader), melhor amigo de Blane.

Duck é apaixonado por Andie, mas trata isso como uma piada na frente dela. Ele tenta protegê-la de mágoas, como quando Blane a chama para um encontro e a convida para o baile de formatura, e Duck tem certeza de que ele não irá aparecer. Ela aceita, muito feliz, e pede para Iona, sua mentora proprietária da loja de discos new wave em que trabalha, lhe emprestar um vestido – que é simplesmente o vestido mais lindo que já se viu para a formatura.

Pouco depois disso, Blane começa a se distanciar de Andie por influência de seus amigos, e diz a ela que já convidou outra pessoa antes, mas havia esquecido disso. Andie dá um show de personalidade, e mesmo com o coração partido, decide ir ao baile, com o vestido totalmente estilizado, para mostrar que a rejeição não a destruiu.

Esse com certeza é o filme com a melhor trilha sonora de todos esses: Smiths, Echo & The Bunnymen, Orchestral Manouevres in the Dark, New Order, INXS e The Psychedelic Furs. As roupas (principalmente as de Iona, chefe de Andie) são maravilhosas e icônicas!

Cuidando dos cabelos

ATENÇÃO: cada cabelo é diferente! Eu não sou cabeleireira, tudo o que é publicado nesse blog é pura experiência empírica. Só porque funcionou para mim, não significa que necessariamente vai funcionar para outras pessoas!

Meu cabelo é bem cuidado. Não vou ficar de falsa modéstia aqui e dizer que não é. São quase dois anos de coloração contínua e ele continua cada vez mais bonito e saudável – caso ele não fosse bem cuidado, eu já teria tido um corte químico. Mas Cathy, qual é o seu segredo? Bruxaria? Nãão! Gastar os tubos no salão? Muito menos! Vou tentar explicar aqui o que eu faço no meu dia a dia para manter minhas madeixas vermelhinhas e azuis sempre brilhantes e lindas ♥

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Primeiro de tudo: eu faço tudo em casa. A única coisa que eu faço no salão é cortar o cabelo. Eu não faço nenhum procedimento químico além de tingir por enquanto, e quando fizer, pretendo fazer em casa. Quando pintei no salão, mancharam o meu cabelo inteiro e eu decidi que fazendo em casa ficava melhor. Hoje eu pinto o cabelo das minhas amigas (por conta e risco delas)

Meu cabelo natural é castanho, liso, grosso e teima em ser volumoso de uns tempos pra cá. Pega cor MUITO fácil, cresce rápido e eu tenho bastante cabelo. Atualmente ele está na altura dos ombros e preciso de um tubo e meio de tinta para pintá-lo inteiro. Mas ele é bem resistente – para fazer a minha adorada mechinha azul, eu passei Dekap Color (um produto mágico da Yamá que remove coloração dos cabelos) duas vezes e fiz quatro descolorações no mesmo dia, e a mecha só ressecou um pouco.

Eu pinto apenas a raiz (não passo tinta no comprimento) uma vez por mês (ele cresce 2cm nesse período, eu pintei na semana passada e já dá pra ver que tem um pouquinho de cabelo natural querendo aparecer), com tinta de farmácia e água oxigenada de 40 volumes. Por que a ox de 40 volumes? Bom, no ano passado eu tive a brilhante ideia de usar shampoo bomba (uma mistura de shampoo comum com vitamina A) para fazer o cabelo crescer mais rápido. Essa mistura só deve ser usada uma vez por semana em meses alternados (um mês sim, outro não), porque o excesso de vitaminas danifica o cabelo, deixando-o oleoso, por exemplo; só que eu acabei usando toda vez que lavava o cabelo durante três meses, porque confundi os frascos sem querer. Meu cabelo ficava oleoso todo dia, e eu ouvi dizer que a ox de 40 volumes ressecava o cabelo (além de fazer a cor ficar mais intensa). Parei de usar o shampoo bomba, uso um para cabelos mistos agora, e a oxigenada ajudou a manter a oleosidade sobre controle. Sempre ouvi dizer que ela acabava com o cabelo, mas no meu ela não faz nada de mais.

Rotina de lavagem: eu gosto de tomar banhos quentes, detesto água gelada. Procuro sempre deixar a água na temperatura mais amena que eu conseguir, porque água quente não faz bem para os cabelos. É importante molhar bem antes de lavar, jamais passar shampoo com o cabelo seco (fazer isso pode causar caspa) e pouco condicionador, do tamanho de uma moeda de um real, mais ou menos. Depois do banho, eu uso um spray desembaraçante (é produto de criança, mas eu gosto do cheirinho e ele funciona), desembaraço os fios com um pente de madeira (para evitar que o cabelo quebre), passo uma pomada anti-frizz e deixo secar naturalmente. Secador, só quando eu preciso sair logo depois do banho, e chapinha, nos bad hair days extremos. Quando preciso recorrer a algum desses procedimentos, uso um protetor térmico (tem um shampoo para isso da Monange, de óleo de argan, que é muito bom e tem um cheirinho maravilhoso, mas eu só recomendo para quem vive fazendo escova e chapinha, porque ele deixa meu cabelo oleoso).

Eu AMO cortar o cabelo e não tenho nenhum medo de vê-lo indo embora. Não sou uma dessas pessoas apegadas – meu cabelo cresce tão rápido… Adoro cortes curtinhos e diferentes, meu desafio atual está sendo deixá-lo crescer. Mas cortar as pontinhas, que são a parte mais danificada do cabelo, é um passo importante para vê-lo bonito. Acho que a cada três meses é uma frequência boa.

Agora, temos que falar de hidratação, reconstrução e nutrição. São as três etapas do cronograma capilar, um calendário de cuidados muito importante para quem faz química no cabelo. Ele basicamente intercala essas etapas de acordo com a sua necessidade. Vou ensinar quais são as etapas, como ver com qual frequência você precisa delas e dar dicas de produtos baratinhos que eu uso!

  • Hidratação: é, de longe, a etapa mais famosa do cronograma – muita gente pensa que um cabelo bem cuidado é fruto de apenas hidratações. Sua principal função é repor a água do fio, ou seja, é indicada para cabelos ressecados, armados e sem brilho. Como saber se uma máscara serve para hidratação? A composição dela deve ter frutas, aloe vera (babosa), álcool modificado, pantenol, extratos botânicos, vitaminas e derivados do açúcar. Também é a etapa mais frequente – o cronograma ‘clássico’ contém 8 hidratações num mês, duas vezes por semana.
  • Nutrição: também conhecida como umectação, tem como objetivo devolver aos fios os lipídios perdidos. Se seu cabelo está com frizz e sem movimento, está precisando de umectação. Os ingredientes da nutrição são óleos vegetais (nada de óleos minerais, fazem muito mal ao cabelo!) e manteigas.
  • Reconstrução: repõe as proteínas dos fios. Se o seu cabelo está quebradiço, poroso e fino, é disso que ele precisa. Máscaras de reconstrução contém queratina, creatina, cisteína, colágeno e outras proteínas. Mas essa etapa só pode ser feita no máximo duas vezes ao mês, com intervalos de 15 dias, pois reconstrução em excesso (principalmente a queratina) provoca a quebra dos fios.

As etapas devem ser alternadas, com um intervalo mínimo de dois dias entre elas.

Eu não sigo o cronograma clássico fielmente – faço no máximo cinco hidratações por mês, três nutrições e uma reconstrução. Para saber o quanto você precisa, é necessário testar e ver como o seu cabelo se adapta. E, contrariando o que muita gente pensa, não precisa gastar rios de dinheiro com produtos para cabelo! Basta saber quais são as suas necessidades.

Tô bem longe de ser rica e ter dinheiro pra ficar comprando cremes de R$ 60 (bem que eu queria!). O que eu uso no meu cronograma são famosos cremes Novex, que você encontra em qualquer supermercado ou perfumaria, batizados com ampolinhas de vitamina e óleo compradas na perfumaria. Minha mãe comprou quatro potes de Novex por R$ 10, e as ampolas custavam R$ 3 o conjuntinho com quatro.

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Meus creminhos de cronograma – são só uma pequena parte dos produtos de cabelo que eu tenho em casa…

Os produtos do meu cronograma ficam assim. Eu uso o creme de queratina brasileira puro, sem nenhum aditivo, na etapa de reconstrução; o creme de Hidronutrição – Mandacaru batizado com duas ampolas de vitamina E na etapa de hidratação e o de óleo de ojon com duas ampolinhas de óleo de argan na nutrição. Fácil e barato!

Também existem produtos alternativos: o Yamasterol, um creme curinga baratíssimo, pode compor um cronograma inteiro: misturado com Bepantol líquido na hidratação, com óleo vegetal (até azeite extra-virgem serve!) na nutrição e com alguma recarga de queratina na reconstrução. Um pote de Yamasterol de 900g custa cerca de R$ 11 em perfumarias, e vale super a pena – todos os Yamasterol, exceto o de Óleo de Argan, se não me engano, são liberados para quem faz low poo ou co wash!

Bom, essas são as minhas dicas para manter um cabelo tingido saudável, porque ninguém merece um cabelo com a cor perfeita e uma aparência horrível. O cronograma também serve para quem tem cabelo virgem! Espero que vocês gostem.